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Uma pequena reflexão sobre a ascensão do Nacional- Socialismo

 


Algumas pessoas argumentam que o Nacional- Socialismo veio ao mundo com a crise de 1929; outros veem o Tratado de Versalhes como o motivo nodal: preferem compartilhar da visão radical dos próprios alemães da época. Claro que uma crise de proporções gigantescas faria o Tratado de Versalhes ser uma praga a qualquer sociedade. Os anglo- franceses e norte-americanos despejaram em cima de uma Alemanha humilhada todas as mortes e gastos durante 4 anos.

Se olharmos para a Alemanha daquela época, veremos um país que acreditava em uma guerra rápida e vitoriosa. A Primeira Guerra foi travada não como uma guerra, mas sim no espírito de uma epopéia. O homem transformou a carnificina, a brutalidade, o desapego à toda humanidade em prol de valores íntimos, egoístas, " visionários".

A falsa imagem do homem feliz, consumindo cada vez mais, aquele homem que acreditou apenas em si não existiu mais ao estourar a primeira bala. Nem mesmo pairava no mundo, foi uma triste ilusão.

A Bela Época apesar de ser charmosa, cativante, não foi mais que um fetichismo. Um fetichismo para esconder as trevas que dominavam naquele período. Em épocas de crises humanas, as ilusões se tornam mais fortes, mais presentes. O culto à arte, à vida nobre, fácil, despreocupada foi a grande angústia do homem daquele período.

Um assassinato poderia ter desencadeado alguma guerra nas proporções da Primeira Guerra? Uma disputa acirrada entre os países da Europa? Porém não vamos nos esquecer que durante a História sempre houve disputas por territórios, sempre houve guerras na Europa, e falamos não de países subdesenvolvidos, mas da nações consideradas cultas e iluminadas!

O Nacional- Socialismo sempre esteve no povo alemão. Durante o século XIX, filósofos como Fichte e Hegel escrevem am artigos sobre a supremacia alemã, o próprio Fichte escreve Discursos à nação alemã para incentivar o povo alemão a entrar em guerra contra Napoleão. O movimento estudantil após 1850 chamado Jugendstil lutava pela união dos povos germânicos, mais terra para o cultivo da nação alemã, a volta aos antigos valores germânicos, e a eliminação do cristianismo e o ensino dos antigos mitos dos alemães antigos.

Destarte o povo alemão ter suportado o cristianismo por séculos, a cultura alemã preservou os antigos mitos, o compositor Richard Wagner levou ao povo alemão as antigas fontes dos mitos, mas muito se critica se a religião das óperas de Wagner seja autêntica e fiel ao Ciclo do Anel. O povo alemão em si sempre foi mitológico, voltado para à Antiguidade, onde os deuses conviviam lado a lado com suas criaturas.

Quer se acreditar que o Nacional- Socialismo apareceu com a crise político- econômica na Alemanha. Como sempre, os historiadores veêm só os aspectos econômicos, e se esquecem de como o Nacional- Socialismo causou impacto no povo alemão. Diz-se que o Nacional- Socialismo era uma religião, uma religião eivada de rituais, isso não é mais que pura verdade. A SS era a força militar, mas também sacerdotal, que valorizava não apenas a coragem e destreza no campo de batalha, mas também as mais puras fontes do povo alemão, essas mesmas eram as antigas histórias mitológicas que eram contadas às crianças.

O Nacional- Socialismo desejava integrar o passado ao presente. A ideia do Reich de mil anos era uma metáfora para o desenvolvimento da psiquê alemã. Desejava-se um povo limpo tanto no corpo, quanto na alma. Apesar de Himmler e seus companheiros terem sido apenas blefadores, pseudo- místicos, carniceiros, a principal fonte para o Nacional- Socialismo não era a política, mas sim a mitologia.

Os antigos mitos eram essencilamente nórdicos, não haviam tido nenhuma mistura, a história de Parsifal, um dos heróis da Nibelunglied é uma metáfora do homem puro, cristalino, essencial. Poder-se-ia comparar Parsifal com o Cristo ressurgido, o homem em fusão com o luminoso, com o mundo celeste. Assim viu Wagner na Tetralogia, os deuses morrem porque deixaram sua pureza. Sem os deuses, os homens ( que são a continuação dos deuses) perecem junto. A Terra unida ao Céu também morre com o mesmo.

Adolf Hitler tinha consciência de que o povo alemão desejava unidade; antes de estabilidade financeira. Alimentar um povo nem sempre é apenas fisicamente, e foi esse entendimento que os nazistas acessaram. Eles deram ao povo alemão não promessas, mas a própria reconquista do seu eu despedaçado. Esse " eu" na psique alemã estava quebrado, partido, os nazistas foram modeladores desse eu- coletivo.

A despeito do Nacional- Socialismo ter ideias e práticas políticas bem práticas, seria absurdo concordar que um regime como foi implementado na Alemanha fosse apenas político- econômico.

O misticismo que os nazistas acreditavam e propagavam era um mistura de paganismo e romantismo de fim de século. As óperas de Wagner criaram na psiquê alemã os ideais de elevação e religiosidade, deram aos nazistas uma espécie de culto coletivo.

O Sacro Império Romano- Germânico( conhecido como I Reich) havia se " isolado" culturalmente da Europa após a Reforma Protestante. Os alemães começaram a se aproximar dos franceses, ingleses e outros povos na virada do século XVIII, quando a Revolução Francesa começava a desabrochar.

A Unificação Alemã deixou não todo o país em unidade, apenas a Prússia era um estado coeso e com estabilidade financeira e social. Os prussianos dirigiam o Segundo Reich como um gabinete de oficiais do exército. A política era burocrática, assim como tudo que girava em torno. A Prússia era um estado congelado em plena Europa efervescente!

Os nacionais- socialistas apropriaram-se dessa visão burocrática, fixa, militaresca, quando o seu regime tornou-se líder da Alemanha. Esse era o culto exotérico do Nacional- Socialismo.

Destarte vejamos a Alemanha daquela época não como um regime odioso, devemos pensar que a Alemanha não tinha experiência alguma como república que foi obrigada a ser. Até mesmo a união dos antigos 392 estados em 39, em 1870, havia sido feita através de uma política mais forte.

Após 1934, Adolf Hitler volta-se não só para a política interna, mas os primeiros treinamentos da futura Alemanha começaram a agir. A Alemanha hitleriana apesar de politicamente agressiva, levou ao decadente povo alemão uma semente: a de que a crença em si mesma era mais forte do que toda a tecnologia e posse.


Yo no soy un poeta, pensador, artista o cualquier otra persona que aman. Así que si mi escritura es que se puede llamar así, es sólo mía y de nadie más va a ir conmigo y cuando yo muera.

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Fecha 1/4/2012 18:34:54
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