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POVOS EDUCADOS, SIM, COM A DISCIPLINA DO ESTADO

 
POVOS EDUCADOS, SIM, MAS DISCIPLINADOS PELO ESTADO

Sempre fui muito observador, desde minha adolescência, nos anos setenta, talvez por motivo de sobrevivência, pois era mais da turma das sociedades alterativas, da contra cultura, e o tempo era de ditadura, e o mundo, com ou sem ela, me parecia muito assustador.

Mas esse senso observador deveria ser mais incentivada nas nossas universidades, assim como é alguns países industrializados, e que geraria, assim como lá, mais empreendedores, novas tecnologias, mais registro de patentes, mais riquezas, menos pobreza, etc, tudo o que faz um país ser mais justo e sem tanta interferência do estado que só empobrece, no final, todo mundo.

E este senso de observação me ensinou muita coisa na minha primeira viagem ao exterior, pois quando cheguei na Alemanha já na escada rolante vi uma enorme câmera me filmando, e todo mundo que estava chegando, e já fiquei ligado, pois estava em um país sem falar inglês nem alemão, e com dois amigos querendo fazer festa na Oktoberfest de Munique.

Em Frankfurt, à noite, uma das primeiras impressões que tive foi do que é estar em um país rico, pois no calçadão, bem em frente à uma grande loja da Mercedes Benz, com diversos modelos expostos, tinha uma joalheria com um relógio em plena vitrine e com a etiqueta do preço, e com aquele valor daquele relógio dava para comprar dois daqueles carrões ali na frente, uns trezentos mil euros.

Primeira conclusão:

Se ele estava na vitrine não era nem um nem dois que passavam por ali com cacife para compra-lo, enquanto no Brasil só se falava em Rolex naquela época, e os mesmos ficavam guardados dentro de um cofre só aberto para clientes muito especiais, e não passavam dos modelos de até R$ 30.000,00.

Ficamos, eu e meus amigos, analisando aquela vitrine, não tínhamos mais nada a fazer mesmo, pois só partiríamos no dia seguinte, e vimos que não era um vidro comum, provavelmente blindado e cheios de milimétricos filetes de alarmes, além das câmeras claro.

Segunda conclusão: Pais rico, mas muito vigiado por câmeras o que educa qualquer povo.

Uma outra experiência que tivemos, ai já em Berlim, ocorreu quando estávamos para atravessar uma pista mais larga que separava os metrôs dos trens que nos levariam para outra cidade. E enquanto aguardávamos um veículo bateu em outro que parou no sinal.

Um dos meus amigos, mais experiente, quis demonstrar algo para nós e apesar de estarmos quase na hora de pegarmos um trem, quis ganhar uns trocos de nós e disse que apostava que não dariam nem cinco minutos e já chegaria um veículo da polícia, eu fiquei impaciente, estávamos em cima do horário, mas eu acho que não deu nem três minutos e lá estava o veículo da polícia para os trâmites e liberar a pista.

Conclusão comprovada depois: A cada determinado raio de quadras há uma central de monitoramento controlando tudo, nada escapa, e instantes depois de qualquer ocorrência já tem algum policial ou mais, no local.

Povo educado? Sim, mas tremendamente controlado para que ele se mantenha assim.

Outro exemplo tidos naquela pequena viagem foi de que, na verdade, qualquer um pode entrar nos metrôs sem pagar o ticket mesmo, e meus amigos, como “bons” brasileiros que são, insistiram em fazer isso, mas eu não cai nessa e fui comprar os meus, apesar de não saber falar nem alemão, nem inglês, e por isso dependente de um deles que sabia, mas meus amigos ficaram me chamando de careta, mas compraram também os deles.

Resumo da opera e o “segredinho”:

Existem uns inspetores que aleatoriamente entram em um ou outro vagão e também aleatoriamente pedem o ticket para um ou outro passageiro e caso um desses não o tenha comprado será dirigido até um posto policial onde pagará uma multa bastante elevada, em comparação ao valor do ticket, e ficará registrado como transgressor, o que o deixa de ser primário.

Esta informação estava em um quadro colocada em cada vagão.

E ai vai arriscar?

Um outro exemplo, ai já na Oktoberfest, notei que em todos os grandes salões, como os daqui de Blumenau, sempre existiam, de forma muito discreta, o contrário daqui, os pares de policiais em cada bloco, e quando chegou onze e meia da noite, o último metrô deveria ser meia noite e meia, já não se vendia mais chopes, e quando chegou perto da meia noite só havia ainda uns gato pingados como nós ainda no barracão e fomos embora também.

E todo mundo muito bem sentados nas suas mesinhas ou nas suas mesonas conversando sem maior estardalhaço.

Talvez nos finais de semana ficasse até mais tarde, mas ai já não sei. Em Blumenau é uma esbornia que faz os moradores irem para bem longe da cidade neste período.

Outro exemplo de organização ocorreu fora dos barracões.

Um frequentador havia caído e notava-se que estava machucado e sentado no chão aguardando socorro, e que tinha uns cinco policiais em volta do mesmo para proteger a situação.

Mas o inusitado é que eles estavam de costas para o machucado, que deveria estar esperando um paramédico, e a mensagem desta posição policial era evidente, evitar a aglomeração de curiosos, então todos passavam, olhavam de longe, mas não se aproximavam, e continuavam os seus caminhos e ai eu lembrei de quantos acidentes mortais ocorrem aqui por causa destes curiosos, e que quase matam o machucado de asfixia de tanto que se aproximam.

Povo educado? Sim, mas com a presença do estado para manter esta educação.

Um outro exemplo, ai já não comigo, mas com um amigo que é uns dos mais conceituados experts de gado leiteiro do mundo, além de professor da UFPR e vive dando palestras pelo mundo, e em uma roda de conversa, onde expus este meu ponto de vista “sobre povo educado”, ele concordando ilustrou-a com a seguinte :

“Estava viajando pelo interior do Canadá e se deparou com um sinaleiro fechado, no meio do nada, e ai olhou para a esquerda nenhuma viva alma, virou para a direita idem, só plantações para onde olhava, olhou no retrovisor ninguém a perder de vista, para a frente também, e então calmamente avançou o sinal e, para a sua surpresa, uns dez minutos depois, apareceu aquela viatura da polícia mandando ele parar, e ele foi levado com a esposa até a delegacia mais próxima".

E lá, além de pagar pesada multa, ainda ficou fichado e ai dele se ocorresse novamente, provavelmente seria deportado.

Então existe povos educados pelo mundo afora?

Sim, claro que existem, mas com a mão de ferro do estado para manter o direito da coletividade sobre o individual, e essa constante, ao longo de decênios, forma realmente povos educados, tanto é que vimos após alguns jogos da copa do mundo cidadãos japoneses e alemães limpando o lixo que havia em redor de onde estavam sentados.

E, falando em Japão, cabe exemplificar, que naquele país milenar, os pais também respondem pelos crimes cometidos pelos seus filhos menores de idade. Os pais, como educadores, são responsáveis por todos os crimes que seus filhos possam cometer.

E ai, vai encarar? Não é à toa a quantidade de brasileiros lá presos.

Outro fato que só em decênios chegará por aqui, pelas nossas bandas, é que o valor da multa por infrações de transito é proporcional ao bolso de cada um, e também ao valor do veículo, como já é em países como Alemanha, França. Áustria e outros.

O recorde ocorreu na Suíça onde um juiz deu uma multa de R$ 650.000,00 para o proprietário de uma Ferrari Testarossa que avançou o sinal, e que tinha uma renda mensal em torno de dois milhões de euros.

Um estudo feito nestes países mostrou que quanto maior o valor do veículo, maior a chance do motorista não respeitar as leis de trânsito, e entre os carrões 35% não respeitam esta lei e na média geral só 12%, então as multas passaram a ser proporcional aos valores dos veículos ou do bolso do motorista.

No nosso país já temos visto a mudança de nossos cidadãos depois destes poucos anos onde começamos também a sermos filmados, mas ainda temos muito o que aprender.

Nos jogos de futebol na Inglaterra e outros países nós já sabemos porque eles ficam tão sentadinhos e bonitinhos nos seus lugares e depois saem tranquilos para irem embora.

Ou ninguém lembra do que aconteceu com os hooligans que puxaram cadeia e que todos os que foram sendo processados tinham que comparecer duas horas antes de cada jogo em alguma delegacia e de lá só saiam quatro horas após os jogos, caso não tenham sido banidos dos campos de futebol.

Em suma:

Povos educados? Sim, mas com a presença firme do estado sempre garantindo o direito e a ordem da coletividade.

Para os nossos boêmios vai a informação que no Canadá e em alguns outros países da Europa, os bares só podem vender bebida alcoólicas até à uma hora da manhã e não importa se é fim de semana ou não.

E ai vai encarar?

www.hserpa.prosaeverso.net

"Não é o lugar em que nos encontramos nem as exterioridades que tornam as pessoas felizes; a felicidade provém do íntimo, daquilo que o ser humano sente dentro de si mesmo' Roselis von Sass – www.graal.org.br


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Fecha 13/7/2014 0:46:04
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